{"id":31277,"date":"2023-07-18T16:02:06","date_gmt":"2023-07-18T20:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.luxarchive.dreamhosters.com\/?p=31277"},"modified":"2023-07-18T16:02:39","modified_gmt":"2023-07-18T20:02:39","slug":"redescobrindo-luxemburgo-a-resgate-de-uma-ancestralidade-perdida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luxarchive.dreamhosters.com\/br\/redescobrindo-luxemburgo-a-resgate-de-uma-ancestralidade-perdida\/","title":{"rendered":"Redescobrindo Luxemburgo: A resgate de uma ancestralidade perdida"},"content":{"rendered":"<div dir=\"auto\"><\/div>\n<h2 dir=\"auto\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A funda\u00e7\u00e3o do atual Luxemburgo est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 era p\u00f3s-napole\u00f4nica, quando os estados-na\u00e7\u00e3o europeus come\u00e7aram a ser reestruturados. No Congresso de Viena, realizado em 1815, Luxemburgo foi concebido como um estado-tamp\u00e3o entre as esferas de influ\u00eancia prussiana e francesa. Ao longo dos s\u00e9culos, o tamanho e a forma do territ\u00f3rio de Luxemburgo variaram consideravelmente. At\u00e9 1839, o pa\u00eds consistia em duas regi\u00f5es administrativas: o &#8220;quartier allemand&#8221;, de l\u00edngua germ\u00e2nica, e o &#8220;quartier wallon&#8221;, de l\u00edngua francesa. Essa localiza\u00e7\u00e3o nas fronteiras lingu\u00edsticas germ\u00e2nico-rom\u00e2nicas conferiu a Luxemburgo uma longa hist\u00f3ria de multilinguismo, que remonta \u00e0 Idade M\u00e9dia. As variedades lingu\u00edsticas germ\u00e2nicas, como dialetos do alem\u00e3o central e alem\u00e3o padr\u00e3o, e as variedades lingu\u00edsticas rom\u00e2nicas, como dialetos val\u00f5es e da Lorena, e o franc\u00eas padr\u00e3o, coexistem no pa\u00eds em um sistema multilingu\u00edstico. Ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do estado-na\u00e7\u00e3o em 1839, o antigo &#8220;quartier wallon&#8221; de l\u00edngua francesa foi cedido \u00e0 B\u00e9lgica, e o territ\u00f3rio de Luxemburgo at\u00e9 hoje \u00e9 composto apenas pela \u00e1rea historicamente de l\u00edngua germ\u00e2nica, \u00e9 o que nos mostra o Professor do Departamento de Humanidades e Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Luxemburgo, Petter Gilles.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<h3 dir=\"auto\">Alem\u00e3es ou Luxemburgueses? A Descoberta de uma Ancestralidade Perdida<\/h3>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Quando exploramos a perspectiva hist\u00f3rica, antropol\u00f3gica e das ondas migrat\u00f3rias, nos deparamos com um fen\u00f4meno singular. A hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o dos luxemburgueses para o Brasil se entrela\u00e7a com a imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3, principalmente da popula\u00e7\u00e3o proveniente da Ren\u00e2nia-Palatinado e do Sarre. Esse entrela\u00e7amento deve-se n\u00e3o apenas \u00e0 proximidade lingu\u00edstica e cultural entre os dois grupos, mas principalmente em virtude de sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. A maioria dos imigrantes luxemburgueses e alem\u00e3es eram origin\u00e1rios das \u00e1reas mais ao norte e ao leste do Gr\u00e3o-Ducado, especialmente do distrito de Diekirch.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Al\u00e9m disso, pesquisas realizadas pelo historiador Tony Jochem revelaram a exist\u00eancia de casamentos entre indiv\u00edduos de ambos os lados da fronteira antes mesmo de chegarem ao Brasil. Em diversos casos, tamb\u00e9m foram observados la\u00e7os de parentesco pr\u00f3ximo entre esses imigrantes, uma vez que muitas fam\u00edlias chegaram juntas ao Brasil, em um curto intervalo de tempo, ou ainda se estabeleceram pr\u00f3ximas umas das outras nas col\u00f4nias de destino.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<h3 dir=\"auto\">Principais Motivos que Levaram os Luxemburgueses a Migrarem para o Brasil entre 1828 e 1840<\/h3>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">No per\u00edodo entre 1828 e 1840, aproximadamente 2.500 pessoas migraram para o Brasil, conforme revelado por uma pesquisa conduzida pelo historiador Claude Wey. Mas quais foram os principais motivos que impulsionaram esse grande \u00eaxodo? Quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais desempenharam um papel fundamental nesse processo.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A regi\u00e3o de origem dos imigrantes luxemburgueses indica que a maioria deles partiu da regi\u00e3o norte de Luxemburgo, pr\u00f3xima ao Rio Mosela. Eram fam\u00edlias que fugiam principalmente da fome e dos conflitos, assim como das disputas territoriais com os pa\u00edses vizinhos. Podemos identificar tr\u00eas ondas migrat\u00f3rias nessa hist\u00f3ria de imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa para o Brasil.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A primeira onda ocorreu entre 1824 e 1828, como resultado de uma pol\u00edtica estatal brasileira para atrair imigrantes europeus para o sul do pa\u00eds. Durante esse per\u00edodo, foram fundadas a col\u00f4nia de S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara em Santa Catarina e a Col\u00f4nia de Rio Negro, localizada na fronteira entre os estados do Paran\u00e1 e Santa Catarina, que na \u00e9poca fazia parte da prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo. Nesse per\u00edodo, 323 fam\u00edlias luxemburguesas tentaram emigrar para o Brasil, mas apenas 100 conseguiram chegar, enquanto as demais foram retidas no porto de Bremen, no noroeste da Alemanha. O historiador Claude Wey mostra que esse retorno causou grande tristeza nas fam\u00edlias que voltaram, uma vez que muitos haviam vendido seus bens e propriedades para embarcar rumo ao Brasil. Ao chegarem de volta \u00e0s suas aldeias, sem ter resid\u00eancia e exclu\u00eddos da comunidade, esses luxemburgueses tiveram que estabelecer acampamentos tempor\u00e1rios de barracas na regi\u00e3o que hoje \u00e9 conhecida como Nei-Brasilien.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A segunda onda migrat\u00f3ria ocorreu entre 1845 e 1847 e foi marcada principalmente pelo est\u00edmulo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, uma pol\u00edtica adotada por Dom Pedro II durante o Segundo Reinado. Dessa vez, os navios partiram de Dunquerque, no norte da Fran\u00e7a, Antu\u00e9rpia, na B\u00e9lgica, e Hamburgo, na Alemanha, em vez de Bremen. Essa onda migrat\u00f3ria teve como foco a forma\u00e7\u00e3o de pequenas propriedades rurais no Rio Grande do Sul e no Esp\u00edrito Santo, como demonstrado pelo historiador Mitsi Taylor em seu livro de 2017 sobre as primeiras col\u00f4nias germ\u00e2nicas no Brasil.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<h3 dir=\"auto\">O Impacto da Terceira Onda Migrat\u00f3ria de Luxemburgueses no Brasil<\/h3>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A terceira onda migrat\u00f3ria ocorreu entre 1855 e 1864, coincidindo com a Guerra Civil Americana, per\u00edodo em que a imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa para os Estados Unidos foi interrompida. Ao mesmo tempo, as pol\u00edticas migrat\u00f3rias brasileiras atra\u00edram esse contingente populacional, principalmente por meio da Associa\u00e7\u00e3o Central de Coloniza\u00e7\u00e3o, um \u00f3rg\u00e3o criado em 1855 e vinculado \u00e0 Reparti\u00e7\u00e3o de Terras P\u00fablicas. O objetivo era trazer agricultores e pessoas ligadas \u00e0 ind\u00fastria para o Brasil.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Nessa ocasi\u00e3o, a pol\u00edtica brasileira visava atrair cinquenta mil colonos europeus para o pa\u00eds, estabelecendo uma parceria com a empresa Steinmann &amp; Cia, respons\u00e1vel pelo transporte desses colonos para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais. Muitos luxemburgueses chegaram ao Brasil nessa leva, era uma popula\u00e7\u00e3o proveniente principalmente da B\u00e9lgica, Pa\u00edses Baixos e Luxemburgo. No entanto, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias da viagem, a parceria com a Steinmann &amp; Cia foi encerrada em 1863, e a Associa\u00e7\u00e3o Central de Coloniza\u00e7\u00e3o foi dissolvida em 1864, conforme detalhado pelo historiador Eduardo Steiner em seu livro sobre a genealogia de algumas fam\u00edlias pioneiras nas col\u00f4nias de Itaja\u00ed.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A terceira onda migrat\u00f3ria teve um impacto significativo, trazendo um n\u00famero expressivo de luxemburgueses para o Brasil, especialmente para a regi\u00e3o de Desterro, que posteriormente passou a ser chamada de Florian\u00f3polis. Conforme a pesquisa realizada pelo historiador Carlos Steiner, em seu artigo sobre a imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa em Santa Catarina no s\u00e9culo XIX, foi entre 1861 e 1863 que chegaram a Santa Catarina as fam\u00edlias Bauler, Decker, Gomes, Heiderscheid, Herrmann, J\u00fcttel, Kalbusch, Kammers, Kauffmann, Kempner, Kleis, Koch, L\u00f6wen, Lux, May, Meyer, Olinger, Perard, P\u00f6ring, Schapo, Schmidt, Schwinden, Theisges, Theissen, Turnes, Weber, Wilmes, Wilvert e Zwang.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<h3 dir=\"auto\">Considera\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa para o Brasil apresenta um fen\u00f4meno complexo e singular, que pode ser analisado sob a perspectiva da Hist\u00f3ria, da Sociologia e das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Um dos pontos mais instigantes quando analisamos o movimento de reconhecimento e recupera\u00e7\u00e3o de nacionalidade que levou ao Brasil alcan\u00e7ar a incr\u00edvel cifra de mais de 23 mil novos luxemburgueses em apenas 5 anos, \u00e9 que a maior parte dos descendentes dos imigrantes luxemburgueses, acreditavam ter ra\u00edzes alem\u00e3s. No entanto, dentro das comunidades alem\u00e3s, devido \u00e0s especificidades culturais, em especial a l\u00edngua luxemburguesa falada no ambiente familiar, eles eram considerados &#8220;alem\u00e3es de segunda classe&#8221;.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Mas por que isso acontecia? A hist\u00f3ria lingu\u00edstica do luxemburgu\u00eas tamb\u00e9m \u00e9 uma hist\u00f3ria de emancipa\u00e7\u00e3o de um antigo dialeto alem\u00e3o para uma l\u00edngua pr\u00f3pria. O luxemburgu\u00eas era considerado parte da \u00e1rea central dos dialetos alem\u00e3es, e somente a partir da d\u00e9cada de 1960 a fronteira do estado com a Alemanha foi conceituada cada vez mais como uma fronteira lingu\u00edstica.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Identificamos tr\u00eas ondas migrat\u00f3rias ao longo do tempo, cada uma com particularidades e motiva\u00e7\u00f5es distintas. Fatores econ\u00f4micos, sociais e incentivos governamentais impulsionaram a migra\u00e7\u00e3o dos luxemburgueses, que buscavam escapar da fome e dos conflitos em sua regi\u00e3o de origem.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">A imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa teve impactos significativos, especialmente na regi\u00e3o de Desterro, posteriormente chamada de Florian\u00f3polis. As fam\u00edlias que chegaram na terceira onda migrat\u00f3ria contribu\u00edram para o desenvolvimento das col\u00f4nias e deixaram sua marca na hist\u00f3ria local.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">No entanto, a plena integra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa no Brasil ainda \u00e9 um desafio. A constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa coletiva e a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria dessas fam\u00edlias s\u00e3o fundamentais para compreender a identidade e a contribui\u00e7\u00e3o desses imigrantes na forma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Portanto, por meio de estudos acad\u00eamicos, pesquisas e esfor\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, \u00e9 poss\u00edvel aprofundar nossa compreens\u00e3o sobre a imigra\u00e7\u00e3o luxemburguesa no Brasil, valorizando a riqueza cultural e o legado deixado por essas fam\u00edlias. Isso contribui para uma sociedade mais inclusiva e plural, que reconhece e celebra a diversidade de suas origens.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Gilles, Peter. <em>Luxembourgish Dialect Classifications<\/em>. Dialectologia. Special Issue, 10 (2023), 231-253. ISSN: 2013-2247<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">JOCHEM, Toni Vidal. <em>A epopeia de uma imigra\u00e7\u00e3o: resgate hist\u00f3rico da imigra\u00e7\u00e3o, funda\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia Santa Isabel e emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa do munic\u00edpio de Rancho Queimado<\/em>. \u00c1guas Mornas: Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1997.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">STEINER, Carlos Eduardo. <em>Genealogia teuto-catarinense 1. Origem e migra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias estabelecidas nas col\u00f4nias Santa Isabel, Teres\u00f3polis e Itaja\u00ed (1847-1865)<\/em>. Campinas: Edi\u00e7\u00e3o do autor, 2019a.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">TAYLOR, Mitsi Westphal. Germ\u00e2nia. <em>As emigra\u00e7\u00f5es e as primeiras col\u00f4nias germ\u00e2nicas no Brasil<\/em>. Florian\u00f3polis: Editora Secco, 2017.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">WEY, Claude. Die Beziehungen Luxemburgs mit Portugal und Brasilien. vom 17. Jahrhundert bis 1960. Erschienen unter dem Titel \u201eHeimat in der Fremde\u201c. In: L\u00ebtzebuerger Journal, No. 60, 26. und 27. 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